Abertura de PDV na USP escancara crise nas estaduais

MF SAO PAULO/SP - 12/07/2016 - USP / PROTESTO - CIDADES - Alunos e funcionarios da USP durante protesto em frente a reitoria da instituicao, devido reuniao do Conselho Universitario que deve decidir sobre o novo plano de demissao voluntaria e o programa de reducao de jornada. FOTO: MARCIO FERNANDES/ESTADAO
Foto: Estadão 

A abertura de um novo Processo de Demissão Voluntária (PDV) na Universidade de São Paulo (USP) escancarou a crise vivida pelas instituições de ensino SUPERIOR estaduais. De acordo com  reportagem do Jornal Estado de São Paulo, a diminuição gradual nos repasses fez com que a maior universidade da América latina decidisse pelo corte no quadro de funcionários.

“Aquilo que cortar é importante. Se saírem só cinco está ótimo, mas, se saírem 600, melhor. Para nós é muito importante porque é uma redução em um tópico muito sensível para a universidade, que é a folha de pagamento”, afirmou o Reitor da Usp, Marco Antônio Zago em entrevista ao Estadão.

A direção da Associação dos Docentes da Usp (Adusp) publicou uma nota de repúdio à postura da Reitoria da Universidade, que, para além de aceitar o PDV como medida cabível, não debateu amplamente com a comunidade acadêmica acerca da situação.

“A postura da Reitoria sugere um total descuido para com os serviços públicos prestados pela Universidade, que ao longo do tempo têm se traduzido em ensino, pesquisa e extensão de qualidade, graças, sobretudo à dedicação de servidores docentes e técnico-administrativos”, afirma um trecho da nota.

A realidade vivenciada pela instituição paulista revela uma importante, mas não nova, faceta da crise econômica vivida pelo país.  Há uma tentativa de responsabilizar os trabalhadores e trabalhadoras pelo inchaço no orçamento público e promover maciços cortes em setores fundamentais para a população, como a educação.

Diante deste contexto adverso emergem novos desafios para a luta sindical e a ADUERN pretende discutir esta conjuntura no seu IX Congresso, bem como propor ações para a defesa de um ensino superior de qualidade e com condições dignas de trabalho docente no âmbito da UERN.

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