Estudantes ocupam Campus de Pau dos Ferros e exigem presença do Reitor

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Estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) no Campus Avançado Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM) em Pau dos Ferros, ocuparam na manhã de hoje (01) o prédio da instituição. De acordo com informações de estudantes, a ocupação segue por tempo indeterminado e é motivada pelo processo de sucateamento vivido pela UERN e pelos ataques que o ensino superior público vem sofrendo em todo o país.

Segundo Jack Jones, que é estudante de Ciências Econômicas no CAMEAM, a ocupação já vinha sendo pensada desde a semana passada, quando alunos/as, professores/as, servidores/as técnicos e a comunidade local realizaram mobilizações em frente ao Campus.  Ele explicou que uma assembleia geral dos/as estudantes, realizada na manhã de hoje, aprovou a ocupação e ratificou as pautas do movimento.

“Estamos ocupando contra o descaso e o sucateamento que a UERN vive. Contra os salários e bolsas atrasadas, a falta de segurança e estrutura e a paralisação das obras em nosso campus. Além disso, lutamos contra o conjunto de medidas que vêm sendo implementadas pelo Congresso nacional, como a PEC 241, o PL 257 e o PL 4567, que atacam a classe trabalhadora e minam a universidade pública”, afirmou Jack.

A estudante Taíza Barros, que também participa da ocupação, foi enfática ao afirmar que o movimento exige a presença do Reitor Pedro Fernandes em Pau Ferros. “ Reivindicamos a presença do reitor para que ele possa dialogar sobre nosso conjunto de pautas e debater a real situação da universidade, que é bem diferente daquela descrita pelo site da Uern. Queremos falar sobre a nossa indignação e esperamos o compromisso dele em nos escutar e apresentar saídas para esta situação”, destacou.

O Representante da ADUERN no CAMEAM, Jaílson José, destacou que a ADUERN participou da assembleia dos/das estudantes e tem dado todo o apoio possível ao movimento.

“Avaliamos que a ocupação é um passo importante na resistência contra o desmantelamento da UERN. As pautas do movimento são legítimas, fruto de vários anos de precarização e falta de investimento em nossa universidade. Hoje deixamos claro que os estudantes, professores e técnicos  do CAMEAM não irão desistir de defender nossa instituição e seu caráter público, gratuito e de qualidade” afirmou Jaílson.

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